Mãe expõe racismo sofrido por filho em escola e caso choca o ABC Paulista: “Até quando?”

 Mãe expõe racismo sofrido por filho em escola e caso choca o ABC Paulista: “Até quando?”

A escola municipal Ângelo Rafael Pellegrino, em São Caetano do Sul, foi palco de um terrível caso de racismo, cuja vítima foi um garoto de 12 anos de idade. Transtornada e profundamente triste com a situação, a mãe do menino, Patrícia Santos, se viu obrigada a expor a situação na internet, buscando relatar e alertar sobre o problema que estava enfrentando.

No vídeo postado no Instagram, Patrícia relata o que seu filho havia lhe contado sobre o ocorrido, “Uma criança branca disse pra ele, ‘Você não quer ser meu escravo?’“. Ela conta também que entrou em contato com a escola para resolver a situação e esperar por medidas adequadas à prática do racismo, porém não teve resultados.

racismo em escola do abc paulista

De acordo com ela, o pai do outro menino, teria ido ao colégio para defender o filho e nergar as acusações, e afirmou que se Patrícia fosse adiante com a denúncia, ele iria processar sua família. Em reportagem ela declarou, “Quero ver a escola atuando com um currículo de ações no dia a dia. O menino ser ou não punido, pra mim hoje não faz sentido. Eu quero uma educação mais ampla em que os professores saibam como se posicionar, em que os alunos ao redor interfiram, em que os conteúdos tenham relações respeitosas com a cultura e a história afro-brasileira”.

Após algum tempo ela conseguiu uma reunião com uma representante da Secretaria Municipal de Educação de São Caetano do Sul, mas a respota também não foi animadora. “Elas me disseram que o currículo antirracista da cidade de São Paulo ainda não pode ser implementado em São Caetano, porque São Caetano ainda precisa tratar temas mais básicos antes de chegar no currículo antirracista. Elas falaram que já têm sugestões de conteúdo. A diretora chegou a ler alguns temas que serão falados na aula de História, mas não tem ações concretas, efetivas”, afirmou.

O que diz a prefeitura de São Caetano? A prefeitura diz repudiar qualquer ato de racismo e reitera que “já existe uma política antirracista na rede municipal de ensino e os profissionais são capacitados permanentemente para implementá-la”.

“A mãe foi chamada ao diálogo na escola, visando o acolhimento e a garantia de direitos do aluno”, complementa a administração local.

racismo


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